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As telangiectasias e veias reticulares, vulgarmente conhecidas por derrames, correspondem a pequenos vasos visíveis muito finos, ramificados, de coloração azulada. Localizam-se principalmente nos membros inferiores e na maioria das vezes causam apenas problemas do ponto de vista estético.

Surgem, mais frequentemente nas mulheres após os 30 anos, e podem ter um impacto significativo na autoestima das pessoas, condicionando a forma como se vestem – evitando usar saia ou frequentar locais como praias e piscinas.

As duas formas mais comuns de tratamento são através de escleroterapia e através da utilização de laser transdérmico.

A escleroterapia é um tratamento minimamente invasivo que implica a injeção, com agulhas muito finas, de uma solução diretamente nas veias afetadas. O produto esclerosante provoca um processo inflamatório na parede interna da veia que ao cicatrizar leva à oclusão do vaso fazendo com que elas diminuam e eventualmente desapareçam.

Este tratamento é realizado em ambulatório, não havendo necessidade de repouso, internamento, absentismo laboral ou qualquer alteração nas atividades de vida diária.

A escleroterapia é um tratamento relativamente simples, que permite bons resultados, com poucos efeitos laterais, mas cujos resultados são altamente dependentes de quem realiza a técnica. O efeito indesejável mais comum é a hiperpigmentação – aparecimento de pequenas manchas acastanhadas no local do tratamento. Na maioria dos casos este efeito é temporário, resolvendo-se ao longo de alguns meses, sem necessidade de qualquer tratamento.

O laser transdérmico permite a foto-termólise seletiva, ou seja, penetrar na pele sem lesá-la e destruir as telangiectasias. Esta técnica descrita desde meados da década de 90 tem tido um desenvolvimento notável, com surgimento de novos lasers, com características técnicas que permitiram diminuir significativamente o risco de complicações e com cada vez melhores resultados. Permite o tratamento de veias de muito pequeno calibre, muitas vezes praticamente impossíveis de tratar por escleroterapia. É também essencial para o tratamento de pessoas com alergia aos produtos utilizados na escleroterapia ou que tenham fobia de agulhas.

É importante perceber que a presença de telangiectasias é uma situação crónica e consequentemente é normal o aparecimento de novas telangiectasias. É, portanto, necessário um esforço de manutenção regular do tratamento ao longo dos anos.